Rise of the Ronin, Análise Sincera de Quem Joga (PS5)

Capa do jogo Rise of the Ronin
Rise of the Ronin

Chagou a hora de compartilhar minha experiência com esse jogo, Rise of the Ronin, análise sincera de quem estava a um tempo já querendo apreciar essa obra, e prometo que sem muitas comparações com os aclamados jogos de Samurai da Sony, Ghost of Tsushima e Yotei.

Comparações a parte, depois de mais de 80 horas e mais uma platina na preteleira, eu tenho uma experiência com o jogo pra trazer tudo que achei dele do início ao fim (Sem spoilers como sempre).

E olha, eu não corri pra zerar. Joguei com calma, fui sugando cada cantinho do mapa, do jeito que eu gosto de jogar. Então o que vem a seguir é a opinião de quem realmente viveu o jogo no PS5, sem pressa. Vamos lá!

Minha Jornada no Japão de Rise of the Ronin

Eu queria jogar Rise of the Ronin já tem um bom tempo, confesso. Sou fã da Team Ninja desde Nioh, e amei Ghost of Tsushima, mas a recepção morna na época do lançamento não me fez priorizá-lo logo de cara. Resolvi agora dar uma chance em pelo 2026, e que bom que fiz isso.

O jogo me jogou no Japão de 1863, no Bakumatsu, aquele período tenso do fim do xogunato Tokugawa, com o país rachado entre quem queria manter o shogun e quem sonhava com o imperador. Eu, no controle de um ronin sem mestre, bem no meio desse caldeirão.

O que começou interessante, acabou se mostrando capaz de surpreender com eventos completamente inesperados, e capaz de resgatar o interesse pela narrativa quando a história esfria um pouco.

Assim como fiz na minha análise de Final Fantasy VII Remake, fui com calma, atrás de cada missão e cada vínculo com personagem até cravar a platina. Gosto de aproveitar o que o jogo tem a oferecer em vez de correr só pra ver os créditos, e essa pegada tranquila me fez explorar lugares que numa corrida só pela história eu ignoraria. Foi exatamente aí que o jogo me mostrou as melhores cartas.

Foram mais de 80 horas, e poucas vezes me senti entediado. Confesso que tem momentos mais parados e um pouco maçantes, mas a partir de certo momento a coisa engrena, e é difícil largar. Te explico o porquê, seção por seção, com nota em cada uma.

Gráficos

Combate em Rise of the Ronin
Rise of the Ronin – Combate

Sendo bem honesto, os gráficos são o calcanhar de Aquiles do jogo. Não são ruins, longe disso, mas dá pra perceber que são um pouco datados pra um exclusivo de PS5.

Quando você coloca lado a lado com um Ghost of Tsushima, eles tem muita semelhanças principalemte na ambientação, mas é claro que pela época de lançamento do jogo, Rise of the Ronin deveria entregar mais nesse quesito. As texturas às vezes deixam a desejar e a distância de visão tem seus tropeços. O Japão do Bakumatsu é lindo de ambientação, mas a execução técnica poderia sim ser melhor.

Não é nada que estrague a experiência, o jogo ainda assim é bonito e entrega detalhes, mas em muitos pontos da pra notar que muita coisa se repete e não tem tanto glamour. Yokohama, Edo e Kyoto têm seu charme, e a direção de arte segura as pontas onde a tecnologia não acompanha. Mas é o ponto onde o jogo mais mostra a idade.

Veredito dos Gráficos: Nota 7/10 – Não é ruim, mas para um exclusivo do PS5 deveria entregar mais.

Gameplay

Pensa numa gameplay divertida. O combate é puro DNA Team Ninja, sendo profundo, desafiador e absurdamente satisfatório quando você pega o jeito.

A grande sacada é a troca de estilos de luta e a grande variedade de armas disponíveis. Dá pra alternar entre diferentes posturas dependendo da arma e do inimigo, e dominar o parry (defletir os golpes no tempo certo) é o que separa o ronin amador do mestre. Some a isso as armas de fogo do período, revólveres e rifles, e você tem um leque de combinações que não cansa.

Combate com troca de estilos de luta em Rise of the Ronin, análise de PS5
Rise of the Ronin – Gameplay

E não pense que é moleza. O jogo te castiga se você sair atacando de qualquer jeito, mas recompensa demais quem aprende a ler o inimigo. Aquela sensação de defletir uma sequência inteira e revidar com um golpe certeiro no tempo exato é impagável, e foi o que me segurou no controle até a platina. Cada estilo de luta pede uma postura diferente, então você está sempre adaptando o jogo em vez de repetir o mesmo combo.

Fora do combate, o jogo abre as portas pra exploração. Tem gancho, planador, cavalo, a liberdade de ir aonde quiser. E ainda dá pra encarar a campanha em cooperativo com até três jogadores, o que rende boas horas com os amigos.

O cavalo confesso que achei meio estranho de se controlar, ele parece meio “leve” demais. Na grande maioria das vezes acabei preferindo ir correndo até os lugares ou quando possível planando mesmo.

Outro ponto importante a se ressaltar é que enquanto as missões secundárias são muito legais de se fazer, as atividades secundárias como coletáveis por exemplo me deixaram bem dividido pelo fato de se repetir e se estender muito pelo jogo inteiro.

Como Rise of the Ronin é longo, ficar repetindo as mesmas tarefas várias vezes acaba cansando um pouco lá na reta final. Não é que o mapa seja poluído ou exagerado, é mesmo questão de repetição ao longo de tanta história. E faço questão de dizer que não é nada que estrague a experiência.

Veredito do Gameplay: Nota 8/10 – Divertido, interessante e vasto, prende o jogador com estilos de combate diferentes lugares para exploração.

História

Cena da história ambientada no Japão do Bakumatsu em Rise of the Ronin no PS5
Exploração e mundo aberto em Rise of the Ronin

Foi aqui que o jogo me surpreendeu de verdade, e por isso é a minha maior nota.

A trama do jogo é fascinante. Você cruza com figuras históricas reais, como Ryoma Sakamoto, e precisa tomar decisões que afetam suas alianças entre as facções. Não é só apertar botão, suas escolhas moldam a jornada.

E tem hora em que você precisa escolher um lado sabendo que vai magoar alguém que andou horas ao seu lado. Esse peso é raro num jogo de ação, e me fez parar o controle pra pensar mais de uma vez. O Japão dividido entre o xogunato e os anti-xogunato não é cenário de fundo, ele te cobra posição.

E tem os vínculos. Os laços que você cria com os personagens ao longo da aventura dão um peso emocional que eu não esperava, além de recompensas importantes dependendo de como se está construindo seu personagem. Eu me importei com aquela gente, torci, me decepcionei, comemorei. É o tipo de narrativa que costura pequenas histórias dentro de um arco histórico gigante, e faz isso muito bem.

Pra fechar, no meio de toda essa história política, cheia de conflitos e posicionamentos, tem ainda a jornada pessoal do protagonista que se envolve com tudo isso visando seus objetivos pessoais. Pra quem curte Japão histórico e narrativa de verdade, essa é a alma do jogo.

Veredito da História: Nota 9/10 – Ótima narrativa com surpresas e reviravoltas, envolvente e complexa.

Trilha Sonora

A trilha sonora, composta por Inon Zur, faz um trabalho discreto, mas eficiente. Ela sabe a hora de crescer numa batalha tensa e a hora de recuar pra deixar o clima do Japão antigo respirar.

Não é uma trilha que eu fiquei cantarolando depois de desligar o console. Mas, durante a jogatina, ela cumpre o papel com competência e ajuda demais a te transportar pra aquele Japão em transformação.

Veredito da Trilha Sonora: Nota 8/10 – Nada incrível, mas cumpre o seu papel.

Pontos Fortes: O Que Amei

  • O combate e os estilos: a profundidade da Team Ninja num formato mais acessível. Trocar de postura e acertar o parry é viciante.
  • As escolhas e os vínculos: suas decisões importam de verdade, e os laços com os personagens dão um peso que eu não esperava.
  • A ambientação do Bakumatsu: o Japão do fim do xogunato é um cenário riquíssimo e pouco explorado nos games.

Pontos Fracos: O Que Poderia Ser Melhor

  • O visual datado: o ponto mais fraco, principalmente perto de outros exclusivos do PS5.
  • A repetição na reta final: como o jogo é longo, do meio pra frente as atividades secundárias começam a se repetir e cansam um pouco.
  • O ritmo no início: o jogo demora algumas horas pra engrenar de verdade. É um voto de confiança que ele recompensa lá na frente.

Rise of the Ronin Vale a Pena?

Depois de platinar, minha resposta é clara, Rise of the Ronin vale muito a pena. Ele não é perfeito, mas o conjunto da obra me ganhou.

Recomendo de olhos fechados pra três perfis. Pros fãs da Team Ninja e de Nioh, que vão se sentir em casa no combate. Pra quem ama ação samurai e história, porque a época e trama do jogo são um prato cheio. E pra quem curte RPG de ação no geral e quer um mundão pra mergulhar.

E a comparação que muita gente faz com Ghost of Tsushima? Pra mim, são jogos diferentes, e cada um brilha de um jeito diferente. O Ghost é mais cinematográfico e polido no visual. O Rise of the Ronin aposta na profundidade do combate e na liberdade de escolhas.

A Sony tem um arsenal de exclusivos de peso (inclusive eu já comentei o que penso dos rumos das franquias dela), e dá pra ter os dois na estante sem culpa. Comparar pra decidir qual é “o melhor” é injusto na minha opinião.

Meu Veredito Pessoal

Depois de mais de 80 horas no controle, o que fica de Rise of the Ronin é a sensação de um jogo que aposta tudo no que o estúdio faz de melhor e acerta.

O combate é o coração dele: profundo, exigente e recompensador como só a Team Ninja sabe fazer, com aquela troca de estilos e o parry no tempo certo que viram um vício. Some a isso a ambientação do Bakumatsu e o peso das suas escolhas, e você tem uma experiência que me prendeu do começo ao fim.

Ele não é perfeito, e eu não vou fingir que é. O visual não é dos melhores para um exclusivo de PS5, e a repetição das atividades secundárias incomoda na reta final. Mas nada disso apaga o conjunto.

Pra mim, é daqueles títulos que crescem na sua mão quanto mais você se entrega a eles, e que valem cada hora investida pra quem curte ação samurai e história de verdade.

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Nota Final: 8,0/10 – Um RPG de ação que tropeça no visual, mas conquista de vez no combate e na história pra quem abraça a cultura japonesa.

FAQ: Suas Dúvidas Sobre Rise of the Ronin

Rise of the Ronin vale a pena?

Vale, e muito. Depois de platinar no PS5, posso dizer que o combate profundo, a ambientação do Japão e as escolhas que moldam a história compensam os tropeços no visual. Minha nota final é 8/10, ótimo pra quem curte um bom RPG de ação.

Quantas horas leva pra zerar Rise of the Ronin?

A campanha principal leva por volta 30 horas. Com as missões secundárias, você passa das 45 horas tranquilo. E pra quem joga com calma e quer a platina como eu, prepare-se pra mais de 80 horas de aventura no Japão do fim do xogunato.

Rise of the Ronin é melhor que Ghost of Tsushima?

São jogos diferentes, e cada um brilha à sua maneira. Ghost of Tsushima ganha no capricho visual e no clima cinematográfico. Rise of the Ronin se destaca na profundidade do combate, na troca de estilos e na liberdade de escolhas. Se puder, jogue os dois.


E você, já encarou Rise of the Ronin no PS5? Concordou com a minha nota ou achou que fui generoso (ou duro) demais? Você é mais time Team Ninja ou time Ghost of Tsushima? Conta pra gente aqui nos comentários!

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