Hollow Knight: Silksong, Análise Sincera (Switch 2)

Protagonista Hornet de Silksong
Hollow Knight Silksong

Depois de anos esperando, será que Silksong conseguiu segurar o peso de toda aquela expectativa? Eu peguei o jogo logo no lançamento, mergulhei de cabeça e só larguei quando fechei os 100% com o final verdadeiro. Agora chegou a hora de compartilhar, Hollow Knight: Silksong, análise sincera da minha experiência real com o game, sem pressa e com propriedade.

Pra começar, posso com certeza dizer que valeu cada minuto da espera. Mas isso não quer dizer que ele seja pra todo mundo. Bora conversar sobre isso.

Minha Jornada em Silksong

Eu não sou de correr pra fechar um jogo. Gosto de explorar cada canto, e Silksong é feito exatamente pra esse tipo de jogador. Fui atrás de tudo: chefes opcionais, segredos, tarefas espalhadas pelo mundo, e só parei quando cravei os 100% e vi o final verdadeiro.

Por isso foram muitas horas, bem mais que as cerca de 30 que a campanha principal costuma pedir. Para fazer absolutamente tudo no jogo, aproveitando cada detalhe, cheguei nas 115 horas de gameplay, e não me arrependo de nenhuma delas.

Eu joguei tudo no Nintendo Switch 2, e escolhi o híbrido por dois motivos bem práticos. Primeiramente, a portabilidade, que foi ótima pra jogar em qualquer lugar, e em segundo lugar, o preço de lançamento, que saiu quase pela metade do que era cobrado na PS Store. Se quiser saber mais do aparelho, dá uma olhada no meu review completo do Nintendo Switch 2.

Hollow Knight: Silksong troca o Cavaleiro silencioso do primeiro jogo pela Hornet, e ela é mais rápida, mais ágil e muito mais divertida de controlar. Foi uma jornada de apanhar, aprender e evoluir, do jeito que eu amo. E se você já jogou e empacou em algum chefe, eu montei um guia de como derrotar alguns dos chefes mais difíceis de Silksong com as estratégias que funcionaram pra mim.

Gráficos

A direção de arte é de cair o queixo. Fiarlongo, o novo reino, é lindo e variado, cheio de cenários que vão do sombrio ao deslumbrante, e cada região tem uma identidade visual própria que dá vontade de parar só pra admirar.

O que mais me impressiona é o cuidado com o detalhe. Dá pra ver que cada tela foi desenhada

com carinho, das animações da Hornet aos inimigos e aos fundos cheios de vida. É bonito dentro da proposta dele, e isso conta muito.

Hollow Knight: Silksong, Análise gráfica no nintendo switch 2
Gráficos de Hollow Knight: Silksong, área inicial do jogo.

E aqui vale um ponto importante: Silksong é lindo em qualquer plataforma. Essa beleza não depende de onde você joga, ela vem da arte feita à mão, e encanta igual no PS5, no Switch, ou em qualquer outra plataforma.

No meu caso, jogar no Switch 2 rendeu uma imagem nítida e fluida, mas o visual é um espetáculo em qualquer lugar. É o tipo de jogo que me fez parar em diversos pontos só pra admirar sua beleza.

Nota: 9/10

Gameplay

Aqui mora o coração de Silksong, e é aqui que ele mais brilha. O combate da Hornet é preciso, veloz e recompensador. Cada golpe, desvio e movimento no ar responde na hora, e quando você entra no ritmo, a sensação é maravilhosa.

O leque de ferramentas e brasões dá muita liberdade pra montar o seu estilo. Dá pra focar em dano, em armadilhas, em defesa ou em mobilidade, e ir trocando conforme o desafio da vez. Some a isso os novos movimentos que a Hornet vai desbloqueando, e cada área nova reabre partes do mapa que antes eram inacessíveis, aquele ciclo viciante que todo bom metroidvania tem.

Sobre a dificuldade, não tem o que falar, Silksong é duro, não é nada impossível de passar, e digo isso porque eu mesmo não sou um jogador extremamente habilidoso, e consegui fazer tudo. Tudo bem que teve momentos que tive que ser bem persistente, mas isso também é uma coisa que faz parte desse tipo de jogo.

A crítica bateu na tecla dos “runbacks”, aquele trajeto que você refaz até o chefe toda vez que morre, e o jogo realmente não perdoa. Pra mim, isso não me incomodou tanto, apesar de ter dois momentos em o trajeto não só era longo, mas também era difícil, sendo assim, é bom você saber disso antes de encarar o desafio.

Combate rápido da Hornet em Hollow Knight: Silksong
Combate rápido da Hornet em Hollow Knight: Silksong

São mais de 40 chefes no total, um mundo enorme dividido em atos e uma exploração que te puxa pra frente o tempo todo. Cada chefe tem seu padrão pra decorar, e a sensação de finalmente derrubar aquele que te travou por horas é impagável.

Em relação a duração, dificilmente você termina o jogo inteiro em menos de 30 horas, e quem quer o 100% e o final verdadeiro, como eu, vai passar bem disso, eu mesmo fechei o jogo com 115 horas.

E tem um tempero a mais que dá um toque todo especial. O jogo mistura várias temáticas malucas que se somam a tudo que já falamos, e deixam a jogatina ainda mais divertida. Teve chefe dançarino e chefe diva, por exemplo, que são hilários pelos movimentos e pelo comportamento, do tipo que te arranca uma risada no meio da luta. Esse bom humor bem no meio do desafio dá um charme especial a Fiarlongo e mostra que a Team Cherry não levou tudo a sério demais.

Nota: 9/10

História

Silksong conta sua história do jeito clássico da série, ou seja, mais pelo ambiente e pelos detalhes do que explicitamente em diálogos e cutscenes. A temática do reino de Fiarlongo é única e muito bem explorada, e o mundo vai revelando seus segredos pra quem tem paciência de observar e juntar as peças.

Eu curti bastante essa forma de narrar, que valoriza a exploração e recompensa a curiosidade. A lore é rica e a jornada da Hornet tem seus momentos marcantes. A estrutura em atos ajuda a dar ritmo, e os personagens que você encontra pelo caminho, com suas tarefas e histórias, dão vida a Fiarlongo e te dão motivo pra ir mais fundo.

Hornet explorando o reino de Fiarlongo na análise de Hollow Knight: Silksong no Switch 2
Hornet explorando o reino de Fiarlongo em Hollow Knight: Silksong

Meu único porém fica na clareza. Entender o que exatamente precisa ser feito para alcançar cada final, incluindo o verdadeiro, poderia ser um pouco mais claro. Eu gosto do estilo enigmático, mas em alguns momentos senti que faltava uma pista a mais pra não depender tanto de tentativa e erro.

Nota: 8/10

Trilha Sonora

Christopher Larkin, o mesmo compositor do primeiro Hollow Knight, volta e mantém o nível. A trilha é orquestral, atmosférica e acompanha bem cada região, ajudando a dar alma àquele mundo.

É uma trilha muito boa, sem dúvida, e casa perfeitamente com o tom do jogo. Só não me marcou tanto a ponto de eu sair cantarolando as faixas depois, como acontece com algumas trilhas inesquecíveis. Cumpre o papel dela com competência e sofisticação completando a obra como tem que ser.

Nota: 8/10

Pontos Fortes

  • Combate e movimentação da Hornet: Ágeis, precisos e viciantes, ainda melhores com a fluidez dos consoles atuais.
  • Direção de arte e mundo: Fiarlongo é lindo, variado e feito com um carinho que aparece em cada detalhe.
  • Feito com paixão: Dá pra sentir que cada cantinho recebeu atenção, e isso te dá vontade de explorar tudo.
  • Desafio recompensador: Difícil na medida para o gênero, e que faz cada vitória valer a pena.
  • Custo-benefício excelente: Muito jogo e muita qualidade por apenas R$ 59,99 na Nintendo eShop ou R$ 114,90 na PS Store, bem abaixo do padrão dos grandes lançamentos.

Pontos Fracos

  • Clareza da história e dos finais: Entender o que fazer pra alcançar cada final, incluindo o verdadeiro, poderia ser mais claro e depender menos de tentativa e erro ou guias da internet.
  • Não é pra qualquer um: A dificuldade e os runbacks, embora eu tenha curtido, podem afastar quem não tem paciência pra insistir.

Para Quem Hollow Knight Silksong Vale a Pena?

Silksong é uma compra fácil de recomendar pra todo fã de metroidvania e de desafio. Se você gosta de explorar cada canto de um mundo bonito, encarar chefes difíceis e sentir a evolução a cada tentativa, esse jogo é praticamente um sonho, ainda mais nos consoles atuais, onde ele roda lindo e liso. E não é só a minha opinião, o jogo tem nota 90 no Metacritic e figura entre os mais bem avaliados do ano.

Por outro lado, se você não tem paciência com dificuldade alta e detesta refazer trechos após morrer, vá com expectativa ajustada. O jogo pode testar seus nervos. Mas mesmo assim, pelo preço que custa, ele pode merecer pelo menos uma chance.

E se você é dono de PlayStation pensando em levar o híbrido pra jogar joias assim, vale ver se compensa ter o Switch 2 tendo um PS5.

Meu Veredito Pessoal

Hollow Knight: Silksong valeu cada ano de espera. É o tipo de jogo que você vê nitidamente que foi feito com carinho, com atenção a cada detalhe, e que respeita a inteligência e a curiosidade de quem joga.

Fechei os 100%, vi o final verdadeiro e saí com a sensação de ter aproveitado uma obra completa, divertida e desafiadora do começo ao fim.

Não é perfeito, a clareza de alguns objetivos poderia ser melhor, e a dificuldade não é pra todo estômago. Mas o conjunto é tão forte, e o custo-benefício tão fora da curva, que esses pontos viram detalhe diante de tudo que ele acerta.

Quer garantir o seu? O jeito mais barato é o digital na Nintendo eShop por R$ 59,99, com upgrade gratuito pra versão de Switch 2 se você tiver a de Switch 1.

Se você prefere mídia física, foi oficialmente anunciada para o dia 16 de outubro de 2026, e quando tiver disponibilidade no Brasil, indicaremos as melhores ofertas neste artigo.

Nota Final: 8.5/10 – Um metroidvania feito com paixão que oferece uma aventura incrível, desafiadora e acessível.


E você? Já encarou Hollow Knight: Silksong ou está esperando a mídia física? Chegou no final verdadeiro ou empacou em algum chefe? Jogou em qual plataforma? Conta pra gente nos comentários!

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