Final Fantasy VII Rebirth é a continuação direta de Final Fantasy VII Remake, e tem a difícil missão de agradar tanto os veteranos quanto os novos jogadores. Mas será que o jogo conseguiu cumprir essa promessa?
Minha Jornada em Final Fantasy VII Rebirth
Antes de começar, preciso deixar claro: sou fã de carteirinha de Final Fantasy VII. Joguei o original inúmeras vezes, acompanhei toda a saga e estava ansioso para ver como a Square Enix expandiria essa história lendária. Joguei Final Fantasy VII Rebirth no PlayStation 5 base, explorei cada canto do mundo, completei 100% do jogo e ainda rejoguei tudo novamente. No total, foram mais de 220 horas de pura imersão.
E posso adiantar: foi uma jornada inesquecível. Mas nem tudo são flores. Vamos aos detalhes!
Gráficos: Um Espetáculo Visual (Com Ressalvas)
Lindíssimo em Todos os Aspectos
Vou ser direto: os gráficos de Final Fantasy VII Rebirth são impressionantes. As animações, cenários, ambientes internos e externos — tudo está belíssimo. A Square Enix caprichou em cada detalhe visual, criando um mundo cheio de detalhes que te convida a explorar.
Os modelos dos personagens e inimigos bem como as animações são incríveis. Cada expressão facial, cada movimento em combate, tudo foi trabalhado com um nível de cuidado impressionante. Cloud, Tifa, Aerith, Barret e todos os outros nunca pareceram tão reais e expressivos.
Modo Qualidade vs. Modo Performance: O Dilema

Aqui entra o primeiro ponto negativo da minha experiência: o modo performance deixou a desejar. Mesmo após patches de correção, o jogo fica muito borrado neste modo, com uma queda significativa na qualidade gráfica.
Por outro lado, o modo qualidade é espetacular. Cravado em 30 FPS super estáveis, ele entrega toda a beleza visual que o jogo merece. A performance é impecável, sem travamentos ou quedas de frames. Durante toda minha jogatina, não tive nenhum problema técnico.
Minha recomendação pessoal: jogue no modo qualidade. A diferença visual compensa, e o modo 30 FPS é o mais bem feito que já vi na geração atual, sem engasgos e não incomoda nem mesmo pra quem como eu já está acostumado com a fluidez do 60 FPS.
Mundo Rico e Cheio de Detalhes
Cada região do jogo tem suas particularidades. Você nunca sente que está no “mesmo lugar de antes”. A variedade de biomas, cidades, inimigos e a forma de exploração de cada lugar é impressionante. O mundo aberto, apesar de massivo, é tão bonito que dá vontade de explorar cada cantinho.
Veredito dos Gráficos: Nota 9/10 – Visualmente espetacular, especialmente no modo qualidade. O modo performance precisa de melhorias.
Gameplay: Evolução em Todos os Sentidos
Sistema de Batalha: A Evolução Perfeita
O sistema de combate de Final Fantasy VII Rebirth é uma evolução direta do Remake, e que evolução! A Square Enix pegou tudo que funcionou no primeiro jogo e melhorou ainda mais.
As principais novidades incluem:
- Novas armas e habilidades para todos os personagens.
- Novas matérias que expandem as possibilidades estratégicas.
- Habilidades e ações de Sinergia: Dois personagens realizam ataques combinados devastadores (e muito legais, por sinal!)
As sinergias são um destaque especial. Ver Cloud e Tifa, ou Aerith e Red XIII combinando suas forças em ataques espetaculares nunca cansa. É estratégico, é bonito e é extremamente satisfatório.
As batalhas contra os chefes também são um espetáculo a parte, são estratégicas, com uma dificuldade adequada, e em sua maioria esmagadora, um show completo de animação que as tornam únicas.
Exploração: Veículos, Montarias e Liberdade
A exploração em Rebirth é outro nível. O jogo introduz veículos e montarias que te permitem alcançar lugares diferentes e inacessíveis a pé. Cada região tem formas específicas de ser explorada, o que mantém tudo sempre fresco e interessante.
Além disso, há uma mecânica de relacionamento com os membros do seu time. Conforme você realiza missões secundárias e toma certas ações, seu vínculo com cada personagem aumenta, desbloqueando diálogos e momentos únicos.
Mundo Aberto: Outra Grande Estrela do Jogo
Vou ser sincero: o mundo aberto de Final Fantasy VII Rebirth é uma das estrelas do jogo. Não estou exagerando quando digo que é o mundo aberto mais vasto e amplo que já vi em um RPG japonês.
O que torna esse mundo especial não é apenas o tamanho, mas a qualidade da exploração. Cada área é diferente, cada região tem suas próprias sequências de missões secundárias, e essas missões são realmente envolventes, não são apenas “atividades aleatórias” genéricas.
Conteúdo Secundário: Mais do que Você Imagina
Prepare-se, porque o conteúdo secundário em Rebirth é absurdamente rico:
- Sequências de missões secundárias variadas em cada região.
- Infinidade de minigames extremamente divertidos.
- Queen’s Blood: Um jogo de cartas viciante com lore própria interessante.
- Atividades que sempre te fazem sentir que está fazendo algo diferente.
Os minigames merecem destaque especial. A grande maioria deles é genuinamente divertida, não são apenas “fillers”. Você realmente se diverte jogando cartas, participando de corridas, competições e diversas outras atividades.
Duração: Prepare Seu Tempo Livre
A campanha principal leva de 40 a 50 horas para ser concluída. Mas se você quer ver tudo que o jogo tem a oferecer, prepare-se para investir de 80 a 100 horas.
Eu, que quis explorar absolutamente tudo, fazer todas as missões, vencer em todos os minigames e ainda rejoguei o jogo inteiro após o 100%, gastei mais de 220 horas. E não me arrependo de nenhum minuto, em nenhum momento me senti enjoado do jogo.
Pós-Game: Voltando aos Capítulos
Assim como no Remake, após zerar o jogo você pode escolher qualquer capítulo para reiniciar. Isso permite que você volte e complete atividades que ficaram pendentes sem precisar começar uma nova campanha do zero.
Veredito do Gameplay: Nota 10/10 – Evolução perfeita do Remake, com um mundo aberto espetacular e conteúdo secundário de altíssima qualidade.
História: Fiel, Surpreendente e Emocionante
Narrativa Envolvente com Direção Sensacional
A história de Final Fantasy VII Rebirth é contada de forma incrível e envolvente, com uma direção cinematográfica sensacional. Mesmo conhecendo a história original de cor e salteado, fiquei genuinamente envolvido do início ao fim.
Fidelidade com Toques de Novidade
A narrativa tem algumas divergências sutis em relação ao original, mas com bem menos alterações do que o Remake. As mudanças que existem não estragam a obra — pelo contrário, complementam e aprofundam aspectos que o jogo original apenas mencionava superficialmente ou sequer abordava.
Mistérios, Revelações e um Final Surpreendente
A história é cheia de mistérios que vão sendo revelados conforme você avança. O final é incrível e surpreendente, esclarecendo muitas dúvidas enquanto simultaneamente deixa o jogador cheio de novas curiosidades para o próximo capítulo da trilogia.
Mesmo tendo jogado o original inúmeras vezes, a história ainda conseguiu me surpreender por abordar os acontecimentos mais profundamente e adicionar novos aspectos narrativos.
Personagens com Profundidade
Todos os personagens têm profundidade. Cloud, Tifa, Aerith, Barret, Red XIII, Yuffie, Cait Sith — cada um é explorado de forma única, com personalidades bem distintas tanto em gameplay quanto em suas interações.
Você realmente sente que está acompanhando uma equipe de pessoas reais, cada uma com suas motivações, medos e sonhos.
Veredito da História: Nota 9/10 – Fiel ao original, surpreendente mesmo para veteranos, e emocionalmente impactante.
Trilha Sonora: Nostalgia e Emoção em Cada Nota
Variada e Perfeitamente Sincronizada
A trilha sonora de Final Fantasy VII Rebirth é muito boa e variada. As músicas acompanham perfeitamente os momentos da história, sendo reconfortantes, agitadas ou calmas exatamente quando precisam ser.
Cada faixa traduz perfeitamente o momento do jogo, criando uma imersão sonora impressionante.
Músicas Clássicas Remasterizadas com Perfeição
Para mim, todas as músicas clássicas se destacaram pela nostalgia. Ouvir versões remasterizadas de “Those Who Fight Further”, “Aerith’s Theme”, “One-Winged Angel” e tantas outras foi emocionante.
O trabalho de remasterização foi impecável. A Square Enix respeitou as composições originais de Nobuo Uematsu enquanto as atualizou com arranjos orquestrais modernos e poderosos.
Veredito da Trilha Sonora: Nota 10/10 – Obra-prima sonora que emociona do início ao fim.
Pontos Fracos: O Que Poderia Ser Melhor?
Mesmo sendo um jogo espetacular, Final Fantasy VII Rebirth tem seus defeitos:
1. Modo Performance Borrado
O maior problema técnico do jogo é o modo performance. Mesmo após patches de correção, a qualidade gráfica cai drasticamente neste modo, ficando muito borrado e comprometendo a experiência visual.
Para quem prefere fluidez acima de tudo, isso pode ser frustrante.
2. Minigames Demais para Alguns
Embora a maioria dos minigames seja divertida, para alguns jogadores que só querem focar na história principal, pode ser que isso signifique um desfoque da trama principal. Felizmente, a maioria deles é opcional. Eu particularmente acho ótima a quantidade pra quebrar sequencias tensas da história.
Pontos Fortes: O Que Brilha em Final Fantasy VII Rebirth?
Agora vamos ao que realmente importa — por que este jogo é especial:
1. Simplesmente Tudo
Eu sei que parece exagero, mas é a verdade (ao menos pra mim): história, combate, progressão, minigames e o mundo aberto fantástico — tudo funciona em harmonia perfeita.
2. Mundo Aberto Excepcional
O mundo aberto não é apenas grande — é significativo. Cada área tem propósito, cada missão secundária vale a pena, e a exploração nunca fica repetitiva.
3. Combate Estratégico e Dinâmico
O sistema de batalha evoluiu para algo ainda mais estratégico e satisfatório, com as sinergias adicionando uma camada extra de profundidade.
4. Respeito ao Material Original
Final Fantasy VII Rebirth consegue a proeza de respeitar a história original enquanto a expande de formas surpreendentes e significativas.
5. Conteúdo para Centenas de Horas
Com mais de 100 horas de conteúdo de qualidade, o jogo oferece valor excepcional para quem quer se aprofundar no universo de Final Fantasy VII.
Vale a Pena Comprar Final Fantasy VII Rebirth?
Depois de mais de 220 horas imerso no mundo de Final Fantasy VII Rebirth, posso afirmar com toda certeza: sim, vale muito a pena.
Para Quem o Jogo é Recomendado?
- Fãs da franquia Final Fantasy: Este é um jogo obrigatório.
- Quem gosta de RPGs clássicos com pegada moderna: A mistura perfeita.
- Jogadores que querem seu primeiro Final Fantasy: Excelente porta de entrada.
- Amantes de mundos abertos ricos: Um dos melhores já criados.
- Quem busca história profunda e emocionante: Prepare os lenços.
Precisa Ter Jogado o Remake Primeiro?
Tecnicamente não, é possível entender e seguir a história sem ter jogado o Remake. Porém, eu recomendo fortemente jogar o Remake antes. Ele dá uma imersão muito maior, contextualiza melhor os acontecimentos e permite que você aproveite Rebirth em sua totalidade.
Meu Veredito Pessoal
Final Fantasy VII Rebirth é tudo que eu esperava e mais. É uma obra-prima moderna que expande e enriquece uma história clássica sem desrespeitá-la. O mundo aberto é magnífico, o combate é viciante, a história é emocionante e o conteúdo é abundante.
O único defeito significativo é o modo performance borrado, mas isso não diminui em nada a grandiosidade desta experiência.
Se você gosta de RPGs, de boas histórias ou simplesmente quer vivenciar uma das melhores aventuras dos últimos anos, Final Fantasy VII Rebirth é essencial.
E você, já jogou Final Fantasy VII Rebirth? Qual foi sua parte favorita da história? Conseguiu zerar o Queen’s Blood? Conta pra gente nos comentários! E se ainda está na dúvida sobre comprar o jogo, espero que esta análise tenha te ajudado!
Nota Final: 9.5/10 — Uma obra-prima que honra o legado enquanto constrói seu próprio.





